sábado, 5 de setembro de 2026

Uma prova viva do terno cuidado de Deus

 

“Porque lhes escrevi no meio de muitos sofrimentos e angústia de coração, com muitas lágrimas, não para que vocês ficassem tristes, mas para que soubessem do amor que tenho por vocês” 2Corinthios 2:4

Leia, de Ellen G. White, Atos dos Apóstolos [CPB, 2021], “A mensagem atendida” (p. 206-213)

“Os que têm suportado as maiores tristezas são frequentemente os que transmitem aos outros o maior conforto, levando a luz do Sol aonde quer que vão. Essas pessoas foram purificadas e sensibilizadas por suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando assaltadas pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente ao Seu protetor amor. São uma prova viva do terno cuidado de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 2, p. 228)


“Uma vida cristã consagrada está sempre derramando luz, consolo e paz. Caracteriza-se pelo tato, pela pureza, simplicidade e utilidade. É dirigida por aquele amor abnegado que santifica a influência. Está repleta de Cristo e deixa um rasto de luz por onde quer que passe seu possuidor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 594)


“O apóstolo Paulo achou necessário reprovar o erro na igreja, mas não perdeu o domínio próprio ao reprovar o erro. Explica ansiosamente a razão para sua atitude. Quão cuidadosamente ele se esforçava para deixar a impressão de que era amigo dos faltosos! Fazia-os entender que lhe era doloroso causar-lhes dor. Deixava-lhes na mente a impressão de que seu interesse estava identificado com o deles” (“Comentários de Ellen G. White”, em Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1.219)


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ASSUMIR A FUNÇÃO DE TODOS.

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"Uma mulher comete para consigo mesma e a família uma grave injustiça quando ela faz seu trabalho e o deles também — quando traz a lenha e a água, e até pega o machado para cortar a lenha, enquanto o marido e os filhos se sentam por perto do fogo, entretendo-se em conversar. Nunca foi desígnio de Deus que as mães e esposas fossem escravas de suas famílias. Muita mãe se acha sobrecarregada de cuidados, ao passo que os filhos não são educados a partilhar dos encargos domésticos. Em conseqüência, elas envelhecem e morrem prematuramente, deixando os filhos justamente quando a mãe é mais necessária para guiá-los em sua inexperiência. De quem é a culpa? T5 180.3

Os maridos devem fazer tudo quanto lhes seja possível para poupar cuidados à esposa, e manter-lhe o espírito animoso. Nunca se deve fomentar ou permitir nos filhos a preguiça, pois em breve se torna hábito. Quando não empregadas em ocupação útil, as faculdades ou se enfraquecem ou se tornam ativas em alguma obra má. T5 181.1

O que você necessita, meu irmão, é exercício ativo. Cada traço de seu semblante, cada faculdade de sua mente, assim o indica. Você não gosta de trabalho árduo, nem de ganhar seu pão com o suor de seu rosto. Mas esse é o plano ordenado por Deus na economia da vida. T5 181.2

Você deixa sem concluir aquilo que inicia. Não se disciplinou na regularidade. A sistematização é tudo. Faça apenas uma coisa de cada vez, e faça-a bem, finalizando-a antes de começar um segundo trabalho. Você deve ter horas regulares para levantar, para orar, para comer. Muitos perdem preciosas horas de atividade na cama, porque isso satisfaz sua inclinação natural, e fazer o contrário requer esforço. Uma hora perdida de manhã, está perdida para nunca mais ser recuperada. Diz o sábio: “Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento; e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície coberta de urtigas, e a sua parede de pedra estava derribada. O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado; assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade como um homem armado.” Provérbios 24:30-34. T5 181.3

Os que têm qualquer pretensão à piedade, devem adornar a doutrina que professam, e não dar ocasião de que a verdade seja ultrajada em virtude de seu procedimento precipitado. “A ninguém devais coisa alguma” (Romanos 13:8), diz o apóstolo. Você deve agora, meu irmão, empreender imediatamente a correção de seus hábitos de indolência, remindo o tempo. Veja o mundo que a verdade efetuou uma reforma em sua vida. T5 181.4

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*FELIZ SÁBADO*


É o Desejo de seu irmão 

Douglas Borges 

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O relacionamento entre marido e esposa

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O relacionamento entre marido e esposa

Os que consideram a relação matrimonial como uma das sagradas ordenanças de Deus, guardada pelo Seu santo preceito, serão controlados pelos ditames da razão. Jesus não impõe o celibato a qualquer classe de homens. Ele veio não para destruir a sagrada relação matrimonial, mas para exaltá-la e restaurá-la em sua santidade original. Ele olha com prazer para a relação de família onde o amor sagrado e altruísta é a força dominante. CI 136.1
O casamento é legítimo e santo — Não é nenhum pecado em si o comer e beber, ou casar-se e dar-se em casamento. Era correto casar no tempo de Noé, e é correto fazê-lo agora, desde que isto que é correto seja tratado convenientemente e não levado a pecaminoso excesso. Mas nos dias de Noé os homens casavam sem consultar a Deus ou buscar Sua guia e conselho. [...] CI 136.2
O fato de que todas as relações da vida são de natureza transitória devia exercer uma influência modificadora sobre tudo que fazemos e dizemos. Nos dias de Noé foi o amor desordenado excessivo daquilo que era em si mesmo legítimo quando usado com propriedade que tornou o casamento pecaminoso aos olhos de Deus. Há muitos que estão perdendo a alma nesta época do mundo por se deixarem absorver por pensamentos de casamento e na relação matrimonial em si. CI 136.3
A relação matrimonial é santa, mas neste século degenerado encobre violências de toda espécie. Dela se tem abusado e ela tem-se tornado um crime que agora constitui um dos sinais dos últimos dias, tal como nos dias anteriores ao dilúvio o casamento, tratado como o foi, tornara-se então um crime. [...] Quando a natureza sagrada do casamento e seus altos propósitos são compreendidos, será mesmo agora aprovado pelo Céu; e o resultado será felicidade para ambas as partes, e Deus será glorificado. CI 136.4
Os privilégios do casamento — Os que professam ser cristãos [...] [devem] ponderar então devidamente o resultado de cada privilégio das relações conjugais, fundamentando cada ação em santificado princípio. Em inúmeros casos os pais [...] têm abusado de seus privilégios matrimoniais, e pela condescendência têm fortalecido suas paixões sensuais. CI 136.5
[Em outra ocasião, a Sra. White falou sobre a “privacidade e privilégios da relação conjugal”.] CI 137.1
É o levar ao excesso o que é lícito, o que o torna grave pecado. CI 137.2
Muitos pais não obtêm o conhecimento que deviam em sua vida conjugal. Não se guardam para que Satanás não se aproveite deles, controlando-lhes a mente e a vida. Não vêem que Deus requer que eles controlem sua vida conjugal, evitando qualquer excesso. Bem poucos, porém, sentem ser um dever religioso reger as próprias paixões. Uniram-se em matrimônio ao objeto de sua escolha, e daí raciocinam que o casamento santifica a condescendência com as paixões inferiores. Mesmo homens e mulheres que professam piedade dão rédea solta a suas paixões de concupiscência, e nem pensam que Deus os considera responsáveis pelo dispêndio da energia vital que lhes enfraquece o suporte da vida e lhes debilita todo o organismo. CI 137.3
Abnegação e temperança — Oh! se eu pudesse fazer todos compreenderem sua obrigação para com Deus quanto a conservar a estrutura mental e física nas melhores condições a fim de prestarem serviço perfeito a seu Criador! Refreie-se a esposa cristã, tanto por palavras como por atos, de despertar as paixões sensuais do marido. Muitos não têm absolutamente forças para desperdiçarem nessa direção. Desde sua juventude têm enfraquecido o cérebro e debilitado sua constituição em virtude da satisfação dos apetites sensuais. Abnegação e temperança, eis o que devia constituir sua divisa na vida conjugal. CI 137.4
Estamos sob solenes obrigações a Deus de conservar puro o espírito e sadio o corpo, para que possamos ser um benefício para a humanidade e render a Deus perfeito serviço. O apóstolo pronuncia estas palavras de advertência: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”. Romanos 6:12. Ele nos anima a avançar dizendo que “todo aquele que luta de tudo se abstém”. 1 Coríntios 9:25. Exorta todos que se dizem cristãos a apresentarem o seu corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Romanos 12:1. Diz ainda: “Subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1 Coríntios 9:27. CI 137.5
Não é um amor puro o que leva um homem a tornar sua esposa instrumento para servir a sua sensualidade. É a paixão sensual que clama por satisfação. Quão poucos os homens que manifestam seu amor na maneira indicada pelo apóstolo: “Como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para [não poluí-la, mas] a santificar, purificando-a” [...] para a apresentar [...] santa e irrepreensível”. Efésios 5:25-27. Tal é, nas relações conjugais, o amor que Deus reconhece como santo. O amor é um princípio puro e santo; a paixão sensual, porém, não admitirá restrição, e não será ditada pela razão ou por ela controlada. É cega às conseqüências; não raciocina de causa para efeito. CI 137.6
Por que busca Satanás debilitar o autocontrole — Satanás procura rebaixar a norma de pureza e enfraquecer o autocontrole dos que se casam, porque sabe que enquanto as paixões subalternas estão em ascendência, as faculdades morais se tornam seguramente mais fracas, e ele não precisa preocupar-se com o seu crescimento espiritual. Ele sabe também que de nenhuma outra maneira pode estampar melhor a sua própria imagem odiosa na descendência deles, e que assim pode moldar mais facilmente o caráter dos filhos do que o caráter dos pais. CI 138.1
Homens e mulheres, um dia aprendereis o que seja a concupiscência e os resultados de satisfazê-la. Pode-se encontrar no casamento paixão de tão baixa qualidade, como fora dele. CI 138.2
Qual o resultado de dar livre curso às paixões inferiores? [...] O leito conjugal, onde anjos de Deus devem estar presentes, é profanado por práticas perversas. E porque domina deprimente animalismo, os corpos são corrompidos; práticas abomináveis levam a enfermidades abomináveis. O que Deus deu como uma bênção tem-se feito uma maldição. CI 138.3
O excesso sexual destruirá com efeito o amor para com os cultos devocionais, tirará do cérebro a substância necessária para nutrir o organismo, vindo positivamente a debilitar a vitalidade. Mulher alguma deve ajudar o marido nesta obra de autodestruição. Ela não o fará caso esteja esclarecida, e tenha por ele verdadeiro amor. CI 138.4
Quanto mais condescendência houver com as paixões sensuais, tanto mais fortes se tornarão elas, e mais violentos serão seus reclamos quanto à satisfação. Que os homens e mulheres tementes a Deus despertem para o seu dever. Muitos professos cristãos sofrem de paralisia de nervos e cérebro, devido a sua intemperança neste sentido. CI 138.5
Os maridos devem mostrar consideração — Os maridos devem ser cuidadosos, atenciosos, constantes, fiéis e compassivos. Devem manifestar amor e simpatia. Se cumprirem as palavras de Cristo, seu amor não será de baixa natureza, terreno; de caráter sensual que leve à destruição do próprio corpo, e debilidade e enfermidade à esposa. Não serão condescendentes para com a satisfação de baixas paixões, fazendo ouvir a esposa que ela deve ser sujeita ao marido em tudo. Quando o esposo tem a nobreza de caráter, a pureza de coração, a elevação de espírito que cada cristão deve possuir, isto se revelará na associação matrimonial. Se ele tem a mente de Cristo, não será um destruidor do corpo, mas estará cheio de terno amor, procurando alcançar a mais elevada norma em Cristo. CI 138.6
Homem algum amará verdadeiramente a sua esposa quando ela se submete pacientemente a tornar-se sua escrava, e servir a suas depravadas paixões. Em sua passiva submissão, ela perde o valor que outrora possuía aos olhos dele. Ele a vê degradada de tudo quanto era elevado, para um baixo nível; e não demora a que suspeite que ela se submeta com a mesma passividade a ser degradada por outro assim como por ele. Duvida-lhe da constância e pureza, cansa-se dela, e busca novos objetos para despertar e intensificar suas paixões infernais. A lei de Deus não é considerada. Tais homens são piores que os animais; são demônios em forma humana. Não conhecem os elevados, enobrecedores princípios do amor verdadeiro e santificado. CI 139.1
Também a esposa fica ciumenta do marido, e suspeita que, em havendo oportunidade, ele com a mesma prontidão dirigiria a outra, da mesma maneira que a ela, suas atenções amorosas. Vê que ele não é regido pela consciência ou o temor de Deus; todas essas santas barreiras são derribadas pelas paixões concupiscentes; tudo quanto é no marido semelhante a Deus, torna-se servo da concupiscência embrutecedora e vil. CI 139.2
Quando surgem exigências irrazoáveis — A questão a ser assentada agora, é: Há de a esposa sentir-se obrigada a ceder implicitamente às exigências do marido, quando ela vê que coisa alguma senão a paixão vil o domina, e quando sua razão e discernimento se acham convencidos de que ela o faz com dano do próprio corpo que Deus lhe ordenou possuir em santificação e honra, conservar como um sacrifício vivo para Deus? CI 139.3
Não é amor puro e santo o que leva a esposa a satisfazer às propensões sensuais do esposo, com prejuízo da saúde e da vida. Caso ela tenha verdadeiro amor e sabedoria, procurará desviar-lhe a mente da satisfação das paixões impuras para assuntos elevados e espirituais, falando sobre assuntos espirituais interessantes. Talvez seja necessário insistir humilde e afetuosamente, mesmo com risco de o desagradar, em que ela não pode desonrar seu corpo, cedendo a excessos sexuais. Deve, bondosa e ternamente, lembrar-lhe que Deus tem direitos mais altos, acima de todos os outros direitos, sobre todo o seu ser, e que ela não pode desrespeitar esses direitos, pois será por isto responsável no grande dia de Deus. [...] CI 139.4
Caso ela eleve suas afeições, e em santificação e honra conserve sua pura dignidade de mulher, poderá por sua sensata influência, fazer muito para santificar o marido, cumprindo assim sua alta missão. Por esta maneira de agir, ela pode salvar tanto o marido, como a si mesma, realizando uma dupla obra. Nesta questão, tão delicada e tão difícil de manejar, são necessárias muita sabedoria e paciência, bem como ânimo e fortaleza morais. Graça e resistência podem ser obtidas na oração. O amor sincero deve ser o princípio dominante do coração. Amor a Deus e ao esposo pode unicamente ser a justa norma de procedimento. [...] CI 139.5
Quando a mulher sujeita o corpo e o espírito ao domínio do marido, sendo passiva diante da vontade dele em tudo, sacrificando sua consciência, dignidade e mesmo personalidade, perde a oportunidade de exercer aquela poderosa influência que deveria possuir para o bem, a fim de elevar o marido. Ela podia abrandar-lhe a natureza áspera, e sua santificadora influência poderia ser usada de modo a purificar e polir, levando-o a esforçar-se zelosamente por governar as próprias paixões, e ser mais espiritual, para que sejam juntamente participantes da divina natureza, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Grande pode ser o poder da influência no conduzir a mente a assuntos elevados e nobres, acima das baixas condescendências sensuais naturalmente buscadas pelo coração não renovado pela graça. Caso a esposa ache que, a fim de agradar ao marido, deve descer à norma por ele mantida, quando a paixão sensual é a principal base de seu amor e lhe rege as ações, ela desagrada a Deus; pois deixa de exercer uma santificadora influência sobre o marido. Se ela acha dever submeter-se a suas paixões sensuais sem uma palavra de admoestação, não compreende seu dever para com ele e para com o seu Deus. CI 140.1
Nosso corpo foi comprado — As mais baixas paixões têm sua sede no corpo e por seu intermédio operam. As palavras “carne” ou “carnal” ou ainda “concupiscência da carne” envolvem a natureza inferior, corrupta; a carne por si mesma não pode agir contrariamente à vontade de Deus. É-nos ordenado crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. Como o faremos? Devemos infligir sofrimento ao corpo? Não; mas dar morte à tentação do pecado. Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça. — O Lar Adventista, 121-128. CI 140.2
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OS QUE REPROVAM O MAL

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"*Aqueles que têm muito pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever.* *Somos precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter impedido nos outros pelo exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos.*" PP 425.3

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DEUS SÓ PODE USAR AQUELES QUE TOMAM DECISÕES PELO CORRETO.

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Deus chama homens como Elias, Natã e João Batista — homens que levarão fielmente Sua mensagem sem considerar as conseqüências; que corajosamente falarão a verdade, ainda que isso signifique sacrifício de tudo que possuem. PR 69.1

*Deus não pode usar homens que, em tempos de perigo, quando a força, a coragem e a influência de todos são necessárias, temem tomar uma firme posição pelo direito.* Ele chama a homens para que se empenhem fielmente na batalha contra o erro, guerreando contra principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as forças espirituais da maldade nos lugares celestiais. A tais é que Ele dirigirá as palavras: “Bem está, bom e fiel servo [...] entra no gozo do teu Senhor”. Mateus 25:23. PR 69.2

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ORAR SEGUNDO A VONTADE DELE.

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“Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e ao tempo desejado, devemos, não obstante, crer que o Senhor nos ouve, e que atenderá às nossas orações […] dando-nos aquilo que é para o nosso maior bem – aquilo que nós mesmos desejaríamos se, com vista divinamente iluminada, pudéssemos ver todas as coisas como são na realidade” (Caminho a Cristo, p. 96).


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UM SUMO SACERDOTE


     Sofrimento e glória

   Louvemos ao Senhor por termos um compassivo e meigo Sumo Sacerdote que pode Se compadecer das nossas fraquezas. Não esperamos ter repouso aqui. Não, absolutamente não. O caminho para o Céu é uma via crucis; ele é reto e estreito, mas avançaremos com disposição, sabendo que o Rei da glória já trilhou esse caminho antes de nós.

   Não reclamaremos da aspereza do caminho, mas seremos humildes seguidores de Jesus, andando em Suas pegadas. Ele era um homem de dores, familiarizado com o sofrimento. Por nossa causa Se fez pobre, para que, por meio de Sua pobreza, pudéssemos nos tornar ricos. Nós nos regozijaremos na tribulação e nos lembraremos do galardão: “Eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4:17).

   Não pensaremos em murmurar pelo fato de termos provações. Os amados filhos de Deus sempre as tiveram, e toda provação bem resistida aqui só poderá nos tornar ricos em glória. Eu anseio pela parte do sofrimento. Eu não iria para o Céu sem sofrer, se pudesse; como contemplar a Jesus, que sofreu tanto por nós a fim de adquirir-nos uma herança tão rica? Como ver os mártires que depuseram sua vida pela verdade, e por amor a Jesus? Não, não. Que eu seja aperfeiçoada por meio do sofrimento. Anseio participar com Cristo de Seus sofrimentos, pois, se o fizer, sei que participarei com Ele de Sua glória. Jesus é o nosso modelo. Vamos nos empenhar para que nossa vida se aproxime o máximo possível de Cristo.


   Minha alma clama pelo Deus vivo. Meu ser anseia por Ele. Ah, quem me dera refletir perfeitamente Sua amorosa imagem! Ah, quem me dera ser totalmente consagrada a Ele! Como é difícil para o eu morrer! Podemos regozijar-nos com um Salvador perfeito, que nos salva de todo pecado. Podemos estar escondidos em Deus de modo a podermos dizer: “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim para efetuar tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade.” Glória seja dada a Deus! Sei que minha vida se acha escondida com Cristo em Deus.


   O véu foi erguido. Vi a preciosa recompensa reservada para os santos. Tive uma amostra das alegrias do mundo por vir, e ela inutilizou este mundo para mim. Minhas afeições, meus interesses, esperanças, e tudo o mais está no Céu. Anseio ver o Rei em Sua beleza, Aquele a quem meu coração ama. Céu, amado Céu! Anseio ali estar; e o pensamento de que ele está perto me deixa quase impaciente para que Cristo venha. Louvemos ao Senhor pela excelente esperança de imortalidade e vida eterna por meio de Jesus Cristo (Refletindo a Cristo, 2 de dezembro)

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O MUNDO SE PREPARA ...para a Obra de encerramento da mensagem do terceiro anjo.


     *Ministério de reconciliação centrado em Cristo*

   Individualmente e como povo, temos uma solene obra perante nós. Há uma preparação diária do coração e mente a ser conseguida a fim de que sejamos preparados para cumprir os propósitos de Deus para nós. Os perigos dos últimos dias estão sobre nós, e neste tempo estamos determinando qual será nosso destino para a eternidade. Individualmente devemos formar um caráter que suporte o teste do juízo. […]


   O ministério da Palavra está destinado a preparar um povo para permanecer de pé nos tempos de tentação em que vivemos; e os membros da igreja devem cooperar com a obra do ministério por revelar na vida os princípios da verdade, que nenhuma palavra seja proferida e nenhum ato realizado que levem a caminhos falsos ou criem um estado de coisas que Deus não pode aprovar.


   Têm-me sido revelados os graves perigos que enfrentaremos nesses últimos dias de perigo e tentação. Nossa única luz e guia seguros para estes últimos dias estão na Palavra de Deus. Devemos tomar essa Palavra como nossa conselheira, e fielmente seguir suas instruções, ou descobriremos que estamos sendo controlados por nossos próprios traços peculiares de caráter, e nossa vida revelará uma obra egoísta que será um impedimento e não uma bênção a nossos semelhantes. Precisamos dirigir-nos à Palavra de Deus em busca de conselho para todo passo que damos, pois o eu está sempre pronto para lutar pela supremacia. [...]


   É dever daqueles que se apresentam como líderes e mestres do povo instruir os membros da igreja quanto ao trabalho em atividades missionárias, e então ver em operação a grande obra de ampla proclamação desta mensagem que deve despertar toda cidade não trabalhada, antes que venha a crise, quando, mediante a operação de agências satânicas, serão fechadas as portas neste momento abertas para a mensagem do terceiro anjo. [...]


   Os justos juízos de Deus, com seu peso de decisão final, estão sobrevindo à Terra. Não circulem pelas igrejas para repetir vez após vez as mesmas verdades ao povo, enquanto as cidades são deixadas em ignorância e pecado, não advertidas e não trabalhadas. Em breve o caminho será bloqueado e essas cidades serão fechadas para a mensagem do evangelho. Despertem os membros da igreja para que possam unir-se em realizar uma obra definida e desprendida. [...]

   O mundo está se preparando para a Obra de encerramento da mensagem do terceiro anjo. A verdade deve agora ser apresentada com um poder que não tem conhecido por anos. A mensagem da verdade presente deve ser proclamada em todo lugar (Olhando Para o Alto, 17 de setembro)

CHAMADO À SANTIDADE


     *Chamado à santidade*

   Cristo queria elevar e refinar a mente humana, purificando-a de toda escória, para que o ser humano pudesse apreciar o amor sem igual.

   Mediante o arrependimento, fé e as boas obras, ele pode aperfeiçoar um caráter justo e reivindicar pelos méritos de Cristo os privilégios dos filhos de Deus. Os princípios da verdade divina, recebidos e acolhidos no coração, irão nos levar a uma altura de excelência moral que não imaginamos ser possível alcançar. […] “E a si mesmo se purifica todo o que tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1Jo 3:2,3).


   A santidade de coração e pureza de vida, esses são os grandes objetivos dos ensinos de Cristo. Em Seu sermão do monte, depois de especificar o que precisa ser feito a fim de ser bem-aventurado, e o que é preciso não fazer, diz: “Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu” (Mt 5:48). A perfeição, a santidade – nada menos que isso lhes daria êxito no sustentar os princípios que lhes dera. Sem essa santidade, o coração humano é egoísta, pecaminoso e depravado. A santidade levará seu possuidor a dar frutos, e ser rico em toda boa obra. Ele nunca se cansará de fazer o bem; tão pouco terá em vista a promoção neste mundo; visará a ser promovido pela Majestade do Céu quando Ele exaltar a Seu trono Seus santificados e santos. […] A santidade de coração produzirá ações corretas.


   Como Deus é puro em Sua esfera, assim o ser humano deve ser na sua. E será puro se Cristo, a esperança da glória, habitar no interior; pois ele imitará a vida de Cristo e refletirá Seu caráter.


   A magnífica dignidade do caráter cristão brilhará como o Sol e os raios de luz da face de Cristo se refletirão nos que se têm purificado a si mesmos como Ele é puro.


   A pureza de coração levará à pureza da vida (O Cuidado de Deus, 2 de janeiro).


   Nosso coração é mau e não conseguimos mudá-lo. […] A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância, mas nesse caso não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder que atue no interior, uma vida nova vinda de cima, para que o ser humano passe do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes aptidões espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.


   Ninguém recebe santidade como direito de nascimento ou como dádiva de algum outro ser humano. Santidade é dom de Deus por meio de Cristo. Os que recebem o Salvador se tornam filhos de Deus. São Seus filhos espirituais, nascidos de novo, renovados em verdadeira justiça e santidade (ver Ef 4:24, ARC). Sua mente é mudada. Contemplam as realidades eternas com visão mais clara. São adotados na família de Deus e moldados à Sua imagem, transformados pelo Seu Espírito de glória em glória. De pessoas que dedicavam supremo amor ao próprio eu, tornam-se pessoas que dedicam supremo amor a Deus e a Cristo. […] Aceitar Cristo como Salvador pessoal e seguir Seu exemplo de abnegação – esse é o segredo da santidade (Maravilhosa Graça, 22 de abril)

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.DEUS PODERIA PREGAR ATRAVÉS DOS ANJOS, MAS ESCOLHEU NÓS PECADORES.

 COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - 1 E 2 CORÍNTIOS

   Deus poderia proclamar Sua verdade por meio de anjos sem pecado, mas esse não é Seu plano. Ele escolhe seres humanos, pessoas cheias de fraquezas, como instrumentos na execução de Seus propósitos. Tesouros de valor inestimável são postos em vasos de barro. Suas bênçãos devem ser transmitidas ao mundo por intermédio de seres humanos. Por meio deles, Sua glória deve brilhar em meio às trevas do pecado. Com um ministério cheio de amor, devem ir ao encontro dos necessitados e dos pecadores e guiá-los à cruz. E em toda a sua obra devem tributar glória, honra e louvor Àquele que é sobre tudo e sobre todos. […] Deus espera serviço pessoal da parte de todo aquele a quem confiou o conhecimento da verdade para este tempo. Nem todos podem ir a terras missionárias estrangeiras, mas todos podem ser missionários entre os familiares e vizinhos (Serviço Cristão, p. 7-9).


   Os seres humanos são instrumentos nas mãos de Deus, usados por Ele para cumprir Seus propósitos de graça e misericórdia. Cada um tem sua parte a desempenhar; a cada um é concedida uma porção de luz, adaptada às necessidades de seu tempo e suficiente para o habilitar a realizar a obra que Deus lhe deu para fazer (O Grande Conflito, p. 293)


   O Salvador deu a própria vida a fim de estabelecer uma igreja capaz de ajudar os sofredores, os aflitos, os tentados. Um grupo de crentes pode ser pobre, destituído de educação e desconhecido; todavia, em Cristo podem fazer uma obra no lar, no lugar em que vivem, e mesmo em terras afastadas; obras cujos resultados serão de alcance tão vasto como a eternidade (A Ciência do Bom Viver, p. 56)


   Leia: Refletindo a Cristo, 30 de maio (“Para frente e para o alto”)


   Nos Lugares Celestiais, 29 de fevereiro (“Perfeitos Nele”)

A INIMIZADE CONTRA A LEI DE DEUS

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*AGORA LEIA:*

"Capítulo 29 — Inimizade de Satanás contra a lei

O primeiro esforço de Satanás para destruir a lei de Deus — esforço este feito entre os santos habitantes do Céu — pareceu por algum tempo ser coroado de êxito. Grande número de anjos foram seduzidos; mas o triunfo aparente de Satanás redundou em derrota e perda, separação de Deus e banimento do Céu. PP 235.1

Quando se renovou o conflito na Terra, Satanás de novo alcançou uma aparente vantagem. Pela transgressão, o homem se tornou seu escravo, e o reino do homem também foi entregue nas mãos do maioral dos rebeldes. Parecia agora aberto o caminho para Satanás estabelecer um reino independente, e desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho. Mas o plano da salvação possibilitou ao homem ser de novo trazido à harmonia com Deus, e prestar obediência à Sua lei; e tanto ao homem como à Terra serem finalmente redimidos do poder do maligno. PP 235.2

Foi outra vez derrotado Satanás, e outra vez recorreu ao engano, na esperança de converter sua derrota em vitória. Para suscitar a rebelião na raça decaída, representou agora a Deus como injusto por ter permitido ao homem transgredir a Sua lei. “Por que”, disse o ardiloso tentador, “permitiu Deus que o homem fosse posto à prova, para pecar, e trazer a miséria e a morte, quando Ele sabia qual seria o resultado?” E os filhos de Adão, esquecidos da longânima misericórdia que concedera ao homem outra prova, não tomando em consideração o sacrifício admirável e terrível que sua rebelião custara ao Rei do Céu, deram ouvidos ao tentador, e murmuraram contra o único Ser que os podia salvar do poder destruidor de Satanás. PP 235.3

Milhares existem hoje repercutindo a mesma queixa revoltosa contra Deus. Não vêem que o despojar o homem da liberdade de escolha seria privá-lo de sua prerrogativa de um ser inteligente, e fazer dele um mero autômato. Não é propósito de Deus coagir a vontade. O homem foi criado como um ser moral livre. Como os habitantes de todos os outros mundos, devia ser sujeito à prova da obediência; mas nunca é levado a uma posição tal em que render-se ao mal se torne coisa forçosa. Nenhuma tentação ou prova se permite vir àquele que é incapaz de resistir. Deus nos proveu de tão amplos recursos, que o homem jamais ter-se-ia encontrado na contingência de ser derrotado no conflito com Satanás. PP 235.4

Aumentando-se os homens sobre a Terra, quase o mundo todo se uniu às fileiras da rebelião. Mais uma vez pareceu Satanás haver ganho a vitória. Mais uma vez, porém, a Onipotência suprimiu a operação da iniqüidade, e a Terra foi pelo dilúvio purificada de sua contaminação moral. PP 236.1

Diz o profeta: “Havendo os Teus juízos na Terra, os moradores do mundo aprendem justiça. Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; [...] e não atenta para a majestade do Senhor”. Isaías 26:9, 10. Assim foi depois do dilúvio. Livres de Seus juízos, os habitantes da Terra de novo se rebelaram contra o Senhor. Duas vezes o concerto de Deus e Seus estatutos foram rejeitados pelo mundo. Tanto o povo anterior ao dilúvio como os descendentes de Noé rejeitaram a autoridade divina. Então Deus entrou em um concerto com Abraão, e tomou para Si um povo que se tornasse os depositários de Sua lei. A fim de seduzir e destruir este povo, Satanás logo começou a lançar as suas ciladas. Os filhos de Jacó foram tentados a contrair matrimônio com os gentios, e a adorar os seus ídolos. Mas José foi fiel a Deus, e sua fidelidade foi um constante testemunho da verdadeira fé. Foi para apagar esta luz que Satanás trabalhou por meio da inveja dos irmãos de José a fim de fazer com que ele fosse vendido como escravo para um país gentílico. Deus, entretanto, encaminhou os acontecimentos de maneira que o Seu conhecimento fosse dado ao povo do Egito. PP 236.2

Tanto na casa de Potifar como na prisão, José recebeu uma educação e ensino que, com o temor de Deus, o prepararam para a sua elevada posição de primeiro-ministro da nação. Do palácio dos Faraós foi sentida a sua influência por todo o país, e o conhecimento de Deus propagou-se larga e extensamente. Os israelitas no Egito também se tornaram prósperos e ricos; e, enquanto foram fiéis a Deus, exerceram dilatada influência. Os sacerdotes idólatras ficaram alarmados ao verem a nova religião alcançar favor. Inspirados por Satanás com a inimizade deste para com o Deus do Céu, aplicaram-se a apagar a luz. Aos sacerdotes era confiada a educação do herdeiro do trono, e era este espírito de decidida oposição a Deus e de zelo pela idolatria o que modelava o caráter do futuro rei, e determinou crueldade e opressão para com os hebreus. PP 236.3

Durante os quarenta anos que se seguiram à fuga de Moisés do Egito, a idolatria pareceu ter vencido. Ano após ano, as esperanças dos israelitas tornavam-se mais débeis. Tanto o rei como o povo exultavam em seu poderio, e zombavam do Deus de Israel. Este espírito desenvolveu-se até que culminou no Faraó que foi enfrentado por Moisés. Quando o chefe hebreu chegou perante o rei com uma mensagem do “Senhor Deus de Israel”, não foi a ignorância acerca do verdadeiro Deus, senão o desafio ao Seu poder, o que inspirou a resposta: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei? [...] Não conheço o Senhor”. Êxodo 5:2. De princípio a fim, a oposição de Faraó ao mando divino não foi o resultado da ignorância, mas do ódio e desafio. PP 236.4

Posto que os egípcios houvessem durante tanto tempo rejeitado o conhecimento de Deus, o Senhor ainda lhes deu oportunidade para o arrependimento. Nos dias de José, o Egito fora um abrigo para Israel; Deus fora honrado pela bondade manifesta a Seu povo; e agora aquele Ser longânimo, tardio em iras e cheio de compaixão, deu a cada juízo prazo para realizar a sua obra; os egípcios, recebendo maldição por meio dos mesmos objetos que adoravam, tiveram prova do poder de Jeová, e todos que o quisessem poderiam sujeitar-se a Deus e escapar de Seus juízos. O fanatismo e obstinação do rei tiveram como resultado espalhar o conhecimento de Deus, e levar muitos dos egípcios a entregarem-se a Seu serviço. PP 237.1

Foi porque os israelitas estivessem tão dispostos a unir-se com os gentios e imitar-lhes a idolatria que Deus lhes permitiu descerem ao Egito, onde a influência de José era largamente sentida, e onde as circunstâncias lhes eram favoráveis para permanecerem como um povo distinto. Ali também a grosseira idolatria dos egípcios e sua crueldade e opressão durante a última parte da peregrinação dos hebreus, devia ter inspirado neles aversão à idolatria, e os devia ter levado a fugir para o Deus de seus pais em busca de refúgio. Esta providência tornara Satanás um meio para servir a seu propósito, obscurecendo a mente dos israelitas, e levando-os a imitar as práticas de seus senhores pagãos. Devido à veneração supersticiosa em que pelos egípcios eram tidos os animais, não se permitia aos hebreus, durante seu cativeiro, apresentar ofertas sacrificais. Assim sua mente não era dirigida por este culto ao grande Sacrifício, e enfraqueceu-se-lhes a fé. Quando chegou o tempo para o livramento de Israel, Satanás se pôs a resistir aos propósitos de Deus. Era seu firme intuito que aquele grande povo, que contava mais de dois milhões de almas, fosse conservado na ignorância e superstição. Aquele povo a quem Deus prometera abençoar e multiplicar, e tornar um poderio na Terra, e por meio do qual Ele revelaria o conhecimento de Sua vontade — povo de quem Ele faria os guardas de Sua lei — aquele mesmo povo estava Satanás procurando conservar na obscuridade e cativeiro, para que pudesse extinguir de seus espíritos a lembrança de Deus. PP 237.2

Quando se operaram os prodígios perante o rei, Satanás estava a postos para contrariar a sua influência, e impedir Faraó de reconhecer a supremacia de Deus, e obedecer à Sua ordem. Satanás fez tudo em seu alcance para contrafazer a obra de Deus e resistir à Sua vontade. O único resultado foi preparar o caminho para maiores exibições de poder e glória divinos, e tornar mais visíveis, tanto para israelitas como para todo o Egito, a existência e soberania do Deus verdadeiro e vivo. PP 237.3

Deus libertou Israel com grandiosas manifestações de Seu poder, e com juízos sobre todos os deuses do Egito. “Tirou dali o Seu povo com alegria, e os Seus escolhidos com regozijo. [...] Para que guardassem os Seus preceitos, e observassem as Suas leis”. Salmos 105:43-45. Ele os livrou de seu estado servil, para que os pudesse levar a uma boa terra — terra esta que em Sua providência lhes fora preparada como refúgio de seus inimigos, onde pudessem habitar sob a sombra de Suas asas. Ele os levaria para Si mesmo, e os cingiria em Seus eternos braços; e em troca de toda a Sua bondade e misericórdia para com eles, exigia-se-lhes que não tivessem outros deuses diante dEle, o Deus vivo, e exaltassem Seu nome e o fizessem glorioso na Terra. PP 237.4

Durante o cativeiro no Egito muitos israelitas haviam perdido em grande parte o conhecimento da lei de Deus, e misturaram seus preceitos com costumes e tradições gentílicos. Deus os levou ao Sinai, e ali de viva voz declarou Sua lei. PP 238.1

Satanás e anjos maus estavam a postos. Mesmo enquanto Deus estava a proclamar a lei a Seu povo, Satanás achava-se a tramar no intuito de tentá-los a pecar. Deste povo que Deus escolhera, ele queria apoderar-se, em presença mesmo do Céu. Conduzindo-os à idolatria, destruiria a eficácia de todo o culto; pois como poderá o homem elevar-se, adorando o que não é mais elevado do que ele próprio, e que pode ser o símbolo de sua própria obra? Se o homem pudesse tornar-se tão cego ao poder, majestade e glória do Deus infinito, que O representasse por uma imagem esculpida, ou mesmo por um quadrúpede ou réptil; se pudesse de tal maneira esquecer-se de sua própria relação para com a Divindade, formado como é ele à imagem de seu Criador, que se prostrasse ante esses objetos repelentes e inanimados, estaria então aberto o caminho para a detestável licenciosidade; as más paixões do coração estariam desenfreadas, e Satanás teria amplo domínio. PP 238.2

Junto mesmo do Sinai Satanás começou a executar seus planos para subverter a lei de Deus, levando assim avante a mesma obra que iniciara no Céu. Durante os quarenta dias em que Moisés se achava no monte, com Deus, Satanás esteve ocupado provocando dúvida, apostasia e rebelião. Enquanto Deus escrevia a Sua lei, a fim de ser confiada ao Seu povo do concerto, os israelitas, negando sua fidelidade para com Jeová, estavam a pedir deuses de ouro! Quando Moisés veio da terrível presença da glória divina, com os preceitos da lei que se haviam comprometido a obedecer, encontrou-os em franco desafio aos mandos da mesma, curvando-se em adoração perante uma imagem de ouro. PP 238.3

Levando Israel a este ousado insulto e blasfêmia dirigidos a Jeová, Satanás planejara efetuar a sua ruína. Visto que se mostraram tão completamente degradados, tão insensíveis aos privilégios e bênçãos que Deus lhes oferecera, e aos seus próprios compromissos solenes e repetidos de fidelidade, o Senhor Se divorciaria deles, acreditava ele, e os votaria à destruição. Assim se asseguraria a extinção da descendência de Abraão, aquela descendência da promessa que deveria preservar o conhecimento do Deus vivo, e por meio da qual Ele deveria vir, a saber, a verdadeira Semente, a qual deveria vencer Satanás. O grande rebelado havia projetado destruir Israel, e assim transtornar o propósito de Deus. Mas de novo foi derrotado. Por pecador que fosse, o povo de Israel não foi destruído. Enquanto aqueles que obstinadamente se dispuseram ao lado de Satanás foram extirpados, o povo, humilhado e arrependido, foi misericordiosamente perdoado. A história deste pecado ficaria como testemunho perpétuo da culpabilidade e castigo da idolatria, e da justiça e longânima misericórdia de Deus. PP 238.4

O Universo inteiro foi testemunha das cenas do Sinai. Nos efeitos das duas administrações viu-se o contraste entre o governo de Deus e o de Satanás. De novo os habitantes destituídos de pecado, de outros mundos, viram os resultados da apostasia de Satanás, e a espécie de governo que ele teria estabelecido no Céu, caso lhe houvesse sido permitido exercer domínio. PP 239.1

Fazendo os homens violarem o segundo mandamento, visava Satanás rebaixar suas concepções acerca do Ser divino. Pondo de lado o quarto, fá-los-ia esquecer-se completamente de Deus. A reivindicação divina à reverência e culto, acima dos deuses dos gentios, baseia-se no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem sua existência. Assim é isto apresentado na Bíblia. Diz o profeta Jeremias: “O Senhor Deus é a verdade; Ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno. [...] Os deuses que não fizeram os céus e a Terra desaparecerão da Terra e debaixo deste céu. Ele fez a Terra pelo Seu poder; Ele estabeleceu o mundo por Sua sabedoria e com a Sua inteligência estendeu os céus.” “Todo o homem se embruteceu, e não tem ciência; envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura; porque sua imagem fundida mentira é, e não há espírito nelas. Vaidade são, obra de enganos; no tempo da Sua visitação virão a perecer. Não é semelhante a estes a porção de Jacó; porque Ele é o Criador de todas as coisas”. Jeremias 10:10-12, 14-16. O sábado, como um memorial do poder criador de Deus, designa-O como o que fez os céus e a Terra. Daí o ser ele uma testemunha constante de Sua existência, e lembrança de Sua grandeza, Sua sabedoria e Seu amor. Houvesse sido o sábado sempre observado de maneira sagrada, e nunca poderia ter havido um ateu ou idólatra. PP 239.2

A instituição do sábado, que se originou no Éden, é tão antiga como o próprio mundo. Foi observado por todos os patriarcas, desde a criação. Durante o cativeiro no Egito, os israelitas foram obrigados por seus maiorais de tarefas a violar o sábado; e em grande parte perderam o conhecimento de sua santidade. Quando a lei foi proclamada no Sinai, as primeiras palavras do quarto mandamento foram: “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar” (Êxodo 20:8), mostrando que o sábado não foi instituído então; aponta-se-nos a sua origem na criação. A fim de obliterar a lembrança de Deus da mente dos homens, visava Satanás destruir este grande memorial. Se pudessem os homens ser levados a esquecer seu Criador, não fariam esforços para resistir ao poder do mal, e Satanás estaria certo de sua presa. PP 239.3

A inimizade de Satanás à lei de Deus compeliu-o a fazer guerra contra cada preceito do Decálogo. Com o grande princípio de amor e fidelidade para com Deus, o Pai de todos, relaciona-se intimamente o princípio do amor e obediência filial. O desdém à autoridade paterna logo determinará o desdém pela autoridade de Deus. Daí os esforços de Satanás para diminuir a obrigação imposta pelo quinto mandamento. Entre os povos gentílicos, o princípio estipulado neste preceito era pouco atendido. Em muitas nações os pais eram abandonados, ou mortos, logo que a idade os tornava incapazes de proverem por si as suas necessidades. Na família, a mãe era tratada com pouco respeito, e pela morte de seu marido exigia-se-lhe submeter-se à autoridade do filho mais velho. A obediência filial foi ordenada por Moisés; mas, afastando-se os israelitas do Senhor, o quinto mandamento, juntamente com outros, veio a ser desrespeitado. PP 240.1

Satanás foi “homicida desde o princípio” (João 8:44); e, logo que obteve poder sobre a raça humana, não somente os dispôs a odiar e matar uns aos outros, mas, para mais ousadamente desafiar a autoridade de Deus, fez da violação do sexto mandamento uma parte da religião deles. PP 240.2

Mediante concepções pervertidas acerca dos atributos divinos, nações gentílicas foram levadas a crer serem necessários os sacrifícios humanos a fim de conseguirem o favor de suas divindades; e as mais horríveis crueldades têm sido perpetradas sob várias formas de idolatria. Entre estas estava o costume de fazer seus filhos passarem pelo fogo, perante seus ídolos. Quando um deles saía ileso desta prova, o povo acreditava que suas ofertas eram aceitas; aquele, que assim se livrava, era considerado como especialmente favorecido pelos deuses, era cumulado de benefícios, e a seguir sempre tido em grande estima; e, por mais graves que fossem os seus crimes, nunca era punido. Mas, se acontecesse ser algum queimado ao passar pelo fogo, estaria selada a sua sorte; acreditava-se que a ira dos deuses podia ser aplacada unicamente tirando a vida da vítima, e era ela, de acordo com isto, oferecida em sacrifício. Em tempos de grande apostasia prevaleceram estas abominações, até certo ponto, entre os israelitas. PP 240.3

A violação do sétimo mandamento cedo também foi praticada em nome da religião. Os mais licenciosos e abomináveis ritos foram incluídos como parte do culto gentílico. Os próprios deuses eram representados como impuros, e seus adoradores davam rédeas soltas às suas vis paixões. Prevaleciam vícios contra a natureza, e as festas religiosas eram caracterizadas por uma franca e geral impureza. PP 240.4

A poligamia foi praticada em época primitiva. Foi um dos pecados que acarretaram a ira de Deus sobre o mundo antediluviano. Todavia, depois do dilúvio, tornou-se novamente muito espalhada. Era o esforço calculado de Satanás perverter a instituição do casamento, a fim de enfraquecer as obrigações próprias à mesma, e diminuir a sua santidade; pois de nenhuma outra maneira poderia ele com maior certeza desfigurar a imagem de Deus no homem, e abrir as portas à miséria e ao vício. PP 240.5

Desde o início do grande conflito, tem sido o propósito de Satanás representar mal o caráter de Deus, e provocar a rebelião contra a Sua lei; e esta obra parece ser coroada de êxito. As multidões dão ouvidos aos enganos de Satanás, e dispõem-se contra Deus. Mas, em meio da operação do mal, os propósitos de Deus avançam perseverantemente ao seu cumprimento; a todos os seres criados está Ele a tornar manifestas Sua justiça e benevolência. Por meio das tentações de Satanás o gênero humano todo se tornou transgressor da lei de Deus; mas, pelo sacrifício de Seu Filho, abriu-se um caminho por onde podem voltar a Deus. Mediante a graça de Cristo, podem habilitar-se a prestar obediência à lei do Pai. Assim, em todos os séculos, do meio da apostasia e rebelião, Deus reúne um povo que Lhe é fiel, povo em cujo coração está a Sua lei. Isaías 51:7. PP 241.1

Foi por meio do engano que Satanás seduziu os anjos; dessa forma tem ele em todos os tempos levado avante sua obra entre os homens, e continuará com esta maneira de agir até ao fim. Declarasse ele abertamente achar-se a guerrear contra Deus e Sua lei, e os homens estariam acautelados; ele porém, se disfarça e mistura a verdade com o erro. As mais perigosas falsidades são as que se encontram misturadas com a verdade. É assim que se recebem erros que cativam e arruínam a alma. Por este meio Satanás leva o mundo consigo. Aproxima-se, porém, o dia em que seu triunfo para sempre se finalizará. PP 241.2

O trato de Deus com a rebelião terá como resultado desmascarar completamente a obra que durante tanto tempo se tem continuado encobertamente. Os resultados do governo de Satanás, os frutos de se porem de lado os estatutos divinos, serão patenteados a todas as inteligências criadas. A lei de Deus ficará inteiramente reivindicada. Ver-se-á que todo o trato de Deus foi orientado com referência ao bem eterno de Seu povo, e ao bem de todos os mundos que Ele criara. O próprio Satanás, na presença do Universo como testemunha, confessará a justiça do governo de Deus, e a retidão de Sua lei. PP 241.3

Não muito longe está o tempo em que Deus Se levantará a fim de reivindicar Sua autoridade insultada. “O Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade”. Isaías 26:21. “Mas quem suportará o dia da Sua vinda? e quem subsistirá, quando Ele aparecer”. Malaquias 3:2. Ao povo de Israel, por causa de sua pecaminosidade, foi vedado aproximar-se do monte, quando Deus estava para descer sobre ele e proclamar Sua lei, não acontecesse que fossem consumidos pela ardente glória de Sua presença. Se tais manifestações do poder de Deus assinalaram o local escolhido para a proclamação de Sua lei, quão terrível deverá ser o Seu tribunal quando Ele vier para a execução destes estatutos sagrados! Como suportarão Sua glória no grande dia da paga final, aqueles que desprezaram Sua autoridade? Os terrores do Sinai deviam representar ao povo as cenas do juízo. O som de uma trombeta convocou Israel a encontrar-se com Deus. A voz do Arcanjo e a trombeta de Deus convocarão, da Terra toda, tanto os vivos como os mortos, à presença de seu Juiz. O Pai e o Filho, acompanhados por uma multidão de anjos, estavam presentes no monte. No grande dia do juízo, Cristo virá “na glória de Seu Pai, com os Seus anjos”. Mateus 16:27. Ele Se assentará então no trono de Sua glória, e diante dEle reunir-se-ão todas as nações. PP 241.4

Quando a presença divina Se manifestou no Sinai, a glória do Senhor era como fogo devorador à vista de todo o Israel. Mas quando Cristo vier em glória com os Seus santos anjos, a Terra toda será grandemente iluminada com a terrível luz de Sua presença. “Virá o nosso Deus, e não Se calará; adiante dEle um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dEle. Chamará os céus, do alto, e a Terra, para julgar o Seu povo”. Salmos 50:3, 4. Uma torrente abrasada irromperá e sairá de diante dEle, a qual fará com que os elementos se derretam com intenso calor, e a Terra, bem como as obras que nela há, se queimarão. Manifestar-se-á “o Senhor Jesus desde o Céu com os anjos do Seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho”. 2 Tessalonicenses 1:7, 8. PP 242.1

Nunca, desde que o homem foi criado, se testemunhou uma manifestação de poder divino como a que houve quando a lei foi proclamada do Sinai. “A Terra abalava-se, e os céus destilavam perante a face de Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel”. Salmos 68:8. Por entre as mais tremendas convulsões da natureza, a voz de Deus, semelhante a uma trombeta, foi ouvida da nuvem. A montanha abalou-se da base ao cume, e as hostes de Israel, pálidas e a tremer de terror, caíram sobre seus rostos em terra. Aquele cuja voz então abalou a Terra, declarou: “Ainda uma vez comoverei, não só a Terra, senão também o céu”. Hebreus 12:26. Dizem as Escrituras: “O Senhor desde o alto bramirá, e fará ouvir a Sua voz desde a morada de Sua santidade” (Jeremias 25:30); “e os céus e a Terra tremerão”. Joel 3:16. Naquele grande dia vindouro o próprio céu se afastará “como um livro que se enrola”. Apocalipse 6:14. E todo o monte e ilha mover-se-ão de seus lugares. “De todo vacilará a Terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará”. Isaías 24:20. PP 242.2

“Pelo que todas as mãos se debilitarão”, todos os rostos se farão lívidos, “e o coração de todos os homens se desanimará. E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais.” “E visitarei sobre o mundo a maldade” (Isaías 13:7, 8, 11, 13), diz o Senhor; “farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos”. Jeremias 30:6. PP 242.3

Quando Moisés veio da presença divina, no monte, onde havia recebido as tábuas do testemunho, o culpado Israel não podia suportar a luz que lhe glorificava o rosto. Quanto menos poderão os transgressores olhar para o Filho de Deus, quando Ele aparecer na glória de Seu Pai, rodeado por todo o exército celestial, para executar o juízo sobre os transgressores de Sua lei e os que rejeitaram a Sua obra expiatória! Aqueles que desrespeitaram a lei de Deus, e pisaram a pés o sangue de Cristo — os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos — esconder-se-ão, “nas cavernas e nas rochas das montanhas”, e dirão às montanhas e às rochas: “Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?” Apocalipse 6:15-17. “Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro [...] e meter-se-á pelas fendas das rochas, e pela cavernas das penhas, por causa da presença espantosa do Senhor, e por causa da glória a Sua majestade, quando Ele Se levantar para assombrar a Terra”. Isaías 2:20, 21. PP 242.4

Ver-se-á então que da rebelião de Satanás contra Deus resultou ruína a si mesmo, e a todos os que escolheram fazer-se seus súditos. Ele fizera parecer que grande bem resultaria da transgressão; ver-se-á, porém, que “o salário do pecado é a morte”. Romanos 6:23. “Porque eis que aquele dia vem ardendo como forno; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, de sorte que lhes não deixará nem raiz nem ramo”. Malaquias 4:1. Satanás, a raiz de todo o pecado, e todos os malfeitores, que são os seus ramos, serão inteiramente extirpados. E dar-se-á fim ao pecado, com toda a desgraça e ruína que dele resultaram. Diz o salmista: “Destruíste os ímpios; apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Oh! inimigo! Consumaram-se as assolações”. Salmos 9:5, 6. PP 243.1

Entretanto, em meio da tempestade do juízo divino, os filhos de Deus não terão motivos para receios. “O Senhor será o refúgio do Seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel”. Joel 3:16. O dia que traz terror e destruição aos transgressores da lei de Deus, trará aos obedientes “gozo inefável e glorioso”. 1 Pedro 1:8. “Congregai os Meus santos”, diz o Senhor, “aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios. E os céus anunciarão a Sua justiça; pois Deus mesmo é o Juiz”. Salmos 50:5, 6. PP 243.2

*“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus, e o que O não serve”. Malaquias 3:18.* “Ouvi-Me, vós, que conheceis a justiça, vós, povo, em cujo coração está a Minha lei.” “Eis que Eu tomo da tua mão o cálice da vacilação; [...] nunca mais dele beberás.” “Eu, Eu sou Aquele que vos consola”. Isaías 51:7, 22, 12. “Porque as montanhas se desviarão, e os outeiros tremerão; mas a Minha benignidade não se desviará de ti e o concerto da Minha paz não mudará, diz o Senhor, que Se compadece de ti”. Isaías 54:10. PP 243.3

O grande plano da redenção tem como resultado trazer de novo o mundo ao favor de Deus, de maneira completa. Tudo que se perdera pelo pecado é restaurado. Não somente o homem é redimido, mas também a Terra, a fim de ser, a eterna habitação dos obedientes. Durante seis mil anos, Satanás tem lutado para manter posse da Terra. *Agora se cumpre o propósito original de Deus ao criá-la. “Os santos do Altissímo receberão o reino, e possuirão o reino para todo o sempre, e de eternidade em eternidade”.* Daniel 7:18. PP 243.4

“Desde o nascimento do Sol até ao ocaso, seja louvado o nome do Senhor”. Salmos 113:3. “Naquele dia um será o Senhor, e um será o Seu nome.” “E o Senhor será Rei sobre toda a Terra”. Zacarias 14:9. Dizem as Escrituras: “Para sempre, ó Senhor, a Tua Palavra permanece no Céu”. Salmos 119:89. São “fiéis todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre”. Salmos 111:7, 8. Os santos estatutos que Satanás odiara e procurara destruir, serão honrados por todo um Universo sem pecados. E “como a terra produz os seus renovos, e como o horto faz brotar o que nele se semeia, assim o Senhor Jeová fará brotar a justiça e o louvor para todas as nações”. Isaías 61:11. PP 244.1

 

*FELIZ SÁBADO*


É o Desejo de seu irmão 

Douglas Borges 

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TRÊS PRINCÍPIOS

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      *FELIZ SÁBADO ETERNO*:

"23-E será que desde uma lua nova até à outra, e *desde um sábado até ao outro,* virá toda a carne a adorar perante mim, diz o SENHOR. " Isaías 66:23.

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"*NOSSA SENHA DEVE SER:*

*“À LEI E AO TESTEMUNHO! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a Alva.*” Isaías 8:20. T8 299.2.

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     *A VERDADE É CLARA:*

*"3-E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. 4-Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.*" I João 2:3 e 4.

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