sábado, 26 de setembro de 2026

O SUPREMO AMOR DE DEUS

    Todo o amor paternal que veio de geração em geração por meio do coração humano e toda fonte de ternura que se abriu na alma do homem não passam de tênue riacho em comparação com o ilimitado oceano, quando postos ao lado do infinito, inesgotável amor de Deus. A língua não consegue exprimir, nem a caneta é capaz de descrever isso. Pode-se meditar nele todos os dias de nossa vida; pode-se examinar diligentemente as Escrituras a fim de compreendê-lo; pode-se reunir toda faculdade e poder a nós concedidos por Deus, no esforço de compreender o amor e a compaixão do Pai celestial; e todavia existe ainda um infinito para além. Pode-se estudar por séculos esse amor; no entanto, jamais se poderá compreender plenamente a extensão, a largura, a profundidade e a altura do amor de Deus em dar Seu Filho para morrer pelo mundo. A própria eternidade nunca o poderá bem revelar. No entanto, ao estudarmos a Bíblia e meditarmos sobre a vida de Cristo e o plano da redenção, esses grandes temas se desdobrarão cada vez mais ao nosso entendimento (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 628).


   Supremo amor por Deus e desinteressado amor mútuo: esse é o melhor dom que nosso Pai celestial pode conceder. Esse amor não é simplesmente um ímpeto, mas um princípio divino, um poder permanente. O coração não consagrado não consegue criá-lo nem produzi-lo. Ele é achado somente no coração em que Jesus reina. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo 4:19). No coração renovado pela graça divina, o amor é o princípio que regula a ação. Ele modifica o caráter, controla os impulsos, domina as paixões e enobrece as afeições. Esse amor, cultivado no coração, torna a vida agradável e derrama influência enobrecedora ao redor (Atos dos Apóstolos, p. 351).


   Leia: Filhos e Filhas de Deus, 24 de setembro (“Somos testemunhas de Deus”).

   Maravilhosa Graça, 18 de agosto (“Atmosfera vivificante”)

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O AMOR EM CRISTO DEIXA UM RASTRO DE LUZ.


“Os que têm suportado as maiores tristezas são frequentemente os que transmitem aos outros o maior conforto, levando a luz do Sol aonde quer que vão. Essas pessoas foram purificadas e sensibilizadas por suas aflições; não perderam a confiança em Deus quando assaltadas pelas dificuldades, mas se apegaram mais intimamente ao Seu protetor amor. São uma prova viva do terno cuidado de Deus” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 2, p. 228)


“Uma vida cristã consagrada está sempre derramando luz, consolo e paz. Caracteriza-se pelo tato, pela pureza, simplicidade e utilidade. É dirigida por aquele amor abnegado que santifica a influência. Está repleta de Cristo e deixa um rasto de luz por onde quer que passe seu possuidor” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas [CPB, 2022], p. 594)


“O apóstolo Paulo achou necessário reprovar o erro na igreja, mas não perdeu o domínio próprio ao reprovar o erro. Explica ansiosamente a razão para sua atitude. Quão cuidadosamente ele se esforçava para deixar a impressão de que era amigo dos faltosos! Fazia-os entender que lhe era doloroso causar-lhes dor. Deixava-lhes na mente a impressão de que seu interesse estava identificado com o deles” (“Comentários de Ellen G. White”, em Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 1.219)

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RELACIONAMENTO ENTRE MARIDO E ESPOSA.


 "Capítulo 22 — O relacionamento entre marido e esposa

Os que consideram a relação matrimonial como uma das sagradas ordenanças de Deus, guardada pelo Seu santo preceito, serão controlados pelos ditames da razão. Jesus não impõe o celibato a qualquer classe de homens. Ele veio não para destruir a sagrada relação matrimonial, mas para exaltá-la e restaurá-la em sua santidade original. Ele olha com prazer para a relação de família onde o amor sagrado e altruísta é a força dominante. CI 136.1

O casamento é legítimo e santo — Não é nenhum pecado em si o comer e beber, ou casar-se e dar-se em casamento. Era correto casar no tempo de Noé, e é correto fazê-lo agora, desde que isto que é correto seja tratado convenientemente e não levado a pecaminoso excesso. Mas nos dias de Noé os homens casavam sem consultar a Deus ou buscar Sua guia e conselho. [...] CI 136.2

O fato de que todas as relações da vida são de natureza transitória devia exercer uma influência modificadora sobre tudo que fazemos e dizemos. Nos dias de Noé foi o amor desordenado excessivo daquilo que era em si mesmo legítimo quando usado com propriedade que tornou o casamento pecaminoso aos olhos de Deus. Há muitos que estão perdendo a alma nesta época do mundo por se deixarem absorver por pensamentos de casamento e na relação matrimonial em si. CI 136.3

A relação matrimonial é santa, mas neste século degenerado encobre violências de toda espécie. Dela se tem abusado e ela tem-se tornado um crime que agora constitui um dos sinais dos últimos dias, tal como nos dias anteriores ao dilúvio o casamento, tratado como o foi, tornara-se então um crime. [...] Quando a natureza sagrada do casamento e seus altos propósitos são compreendidos, será mesmo agora aprovado pelo Céu; e o resultado será felicidade para ambas as partes, e Deus será glorificado. CI 136.4

Os privilégios do casamento — Os que professam ser cristãos [...] [devem] ponderar então devidamente o resultado de cada privilégio das relações conjugais, fundamentando cada ação em santificado princípio. Em inúmeros casos os pais [...] têm abusado de seus privilégios matrimoniais, e pela condescendência têm fortalecido suas paixões sensuais. CI 136.5

[Em outra ocasião, a Sra. White falou sobre a “privacidade e privilégios da relação conjugal”.] CI 137.1

É o levar ao excesso o que é lícito, o que o torna grave pecado. CI 137.2

Muitos pais não obtêm o conhecimento que deviam em sua vida conjugal. Não se guardam para que Satanás não se aproveite deles, controlando-lhes a mente e a vida. Não vêem que Deus requer que eles controlem sua vida conjugal, evitando qualquer excesso. Bem poucos, porém, sentem ser um dever religioso reger as próprias paixões. Uniram-se em matrimônio ao objeto de sua escolha, e daí raciocinam que o casamento santifica a condescendência com as paixões inferiores. Mesmo homens e mulheres que professam piedade dão rédea solta a suas paixões de concupiscência, e nem pensam que Deus os considera responsáveis pelo dispêndio da energia vital que lhes enfraquece o suporte da vida e lhes debilita todo o organismo. CI 137.3

Abnegação e temperança — Oh! se eu pudesse fazer todos compreenderem sua obrigação para com Deus quanto a conservar a estrutura mental e física nas melhores condições a fim de prestarem serviço perfeito a seu Criador! Refreie-se a esposa cristã, tanto por palavras como por atos, de despertar as paixões sensuais do marido. Muitos não têm absolutamente forças para desperdiçarem nessa direção. Desde sua juventude têm enfraquecido o cérebro e debilitado sua constituição em virtude da satisfação dos apetites sensuais. Abnegação e temperança, eis o que devia constituir sua divisa na vida conjugal. CI 137.4

Estamos sob solenes obrigações a Deus de conservar puro o espírito e sadio o corpo, para que possamos ser um benefício para a humanidade e render a Deus perfeito serviço. O apóstolo pronuncia estas palavras de advertência: “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências”. Romanos 6:12. Ele nos anima a avançar dizendo que “todo aquele que luta de tudo se abstém”. 1 Coríntios 9:25. Exorta todos que se dizem cristãos a apresentarem o seu corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. Romanos 12:1. Diz ainda: “Subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. 1 Coríntios 9:27. CI 137.5

Não é um amor puro o que leva um homem a tornar sua esposa instrumento para servir a sua sensualidade. É a paixão sensual que clama por satisfação. Quão poucos os homens que manifestam seu amor na maneira indicada pelo apóstolo: “Como também Cristo amou a igreja e a Si mesmo Se entregou por ela, para [não poluí-la, mas] a santificar, purificando-a” [...] para a apresentar [...] santa e irrepreensível”. Efésios 5:25-27. Tal é, nas relações conjugais, o amor que Deus reconhece como santo. O amor é um princípio puro e santo; a paixão sensual, porém, não admitirá restrição, e não será ditada pela razão ou por ela controlada. É cega às conseqüências; não raciocina de causa para efeito. CI 137.6

Por que busca Satanás debilitar o autocontrole — Satanás procura rebaixar a norma de pureza e enfraquecer o autocontrole dos que se casam, porque sabe que enquanto as paixões subalternas estão em ascendência, as faculdades morais se tornam seguramente mais fracas, e ele não precisa preocupar-se com o seu crescimento espiritual. Ele sabe também que de nenhuma outra maneira pode estampar melhor a sua própria imagem odiosa na descendência deles, e que assim pode moldar mais facilmente o caráter dos filhos do que o caráter dos pais. CI 138.1

Homens e mulheres, um dia aprendereis o que seja a concupiscência e os resultados de satisfazê-la. Pode-se encontrar no casamento paixão de tão baixa qualidade, como fora dele. CI 138.2

Qual o resultado de dar livre curso às paixões inferiores? [...] O leito conjugal, onde anjos de Deus devem estar presentes, é profanado por práticas perversas. E porque domina deprimente animalismo, os corpos são corrompidos; práticas abomináveis levam a enfermidades abomináveis. O que Deus deu como uma bênção tem-se feito uma maldição. CI 138.3

O excesso sexual destruirá com efeito o amor para com os cultos devocionais, tirará do cérebro a substância necessária para nutrir o organismo, vindo positivamente a debilitar a vitalidade. Mulher alguma deve ajudar o marido nesta obra de autodestruição. Ela não o fará caso esteja esclarecida, e tenha por ele verdadeiro amor. CI 138.4

Quanto mais condescendência houver com as paixões sensuais, tanto mais fortes se tornarão elas, e mais violentos serão seus reclamos quanto à satisfação. Que os homens e mulheres tementes a Deus despertem para o seu dever. Muitos professos cristãos sofrem de paralisia de nervos e cérebro, devido a sua intemperança neste sentido. CI 138.5

Os maridos devem mostrar consideração — Os maridos devem ser cuidadosos, atenciosos, constantes, fiéis e compassivos. Devem manifestar amor e simpatia. Se cumprirem as palavras de Cristo, seu amor não será de baixa natureza, terreno; de caráter sensual que leve à destruição do próprio corpo, e debilidade e enfermidade à esposa. Não serão condescendentes para com a satisfação de baixas paixões, fazendo ouvir a esposa que ela deve ser sujeita ao marido em tudo. Quando o esposo tem a nobreza de caráter, a pureza de coração, a elevação de espírito que cada cristão deve possuir, isto se revelará na associação matrimonial. Se ele tem a mente de Cristo, não será um destruidor do corpo, mas estará cheio de terno amor, procurando alcançar a mais elevada norma em Cristo. CI 138.6

Homem algum amará verdadeiramente a sua esposa quando ela se submete pacientemente a tornar-se sua escrava, e servir a suas depravadas paixões. Em sua passiva submissão, ela perde o valor que outrora possuía aos olhos dele. Ele a vê degradada de tudo quanto era elevado, para um baixo nível; e não demora a que suspeite que ela se submeta com a mesma passividade a ser degradada por outro assim como por ele. Duvida-lhe da constância e pureza, cansa-se dela, e busca novos objetos para despertar e intensificar suas paixões infernais. A lei de Deus não é considerada. Tais homens são piores que os animais; são demônios em forma humana. Não conhecem os elevados, enobrecedores princípios do amor verdadeiro e santificado. CI 139.1

Também a esposa fica ciumenta do marido, e suspeita que, em havendo oportunidade, ele com a mesma prontidão dirigiria a outra, da mesma maneira que a ela, suas atenções amorosas. Vê que ele não é regido pela consciência ou o temor de Deus; todas essas santas barreiras são derribadas pelas paixões concupiscentes; tudo quanto é no marido semelhante a Deus, torna-se servo da concupiscência embrutecedora e vil. CI 139.2

Quando surgem exigências irrazoáveis — A questão a ser assentada agora, é: Há de a esposa sentir-se obrigada a ceder implicitamente às exigências do marido, quando ela vê que coisa alguma senão a paixão vil o domina, e quando sua razão e discernimento se acham convencidos de que ela o faz com dano do próprio corpo que Deus lhe ordenou possuir em santificação e honra, conservar como um sacrifício vivo para Deus? CI 139.3

Não é amor puro e santo o que leva a esposa a satisfazer às propensões sensuais do esposo, com prejuízo da saúde e da vida. Caso ela tenha verdadeiro amor e sabedoria, procurará desviar-lhe a mente da satisfação das paixões impuras para assuntos elevados e espirituais, falando sobre assuntos espirituais interessantes. Talvez seja necessário insistir humilde e afetuosamente, mesmo com risco de o desagradar, em que ela não pode desonrar seu corpo, cedendo a excessos sexuais. Deve, bondosa e ternamente, lembrar-lhe que Deus tem direitos mais altos, acima de todos os outros direitos, sobre todo o seu ser, e que ela não pode desrespeitar esses direitos, pois será por isto responsável no grande dia de Deus. [...] CI 139.4

Caso ela eleve suas afeições, e em santificação e honra conserve sua pura dignidade de mulher, poderá por sua sensata influência, fazer muito para santificar o marido, cumprindo assim sua alta missão. Por esta maneira de agir, ela pode salvar tanto o marido, como a si mesma, realizando uma dupla obra. Nesta questão, tão delicada e tão difícil de manejar, são necessárias muita sabedoria e paciência, bem como ânimo e fortaleza morais. Graça e resistência podem ser obtidas na oração. O amor sincero deve ser o princípio dominante do coração. Amor a Deus e ao esposo pode unicamente ser a justa norma de procedimento. [...] CI 139.5

Quando a mulher sujeita o corpo e o espírito ao domínio do marido, sendo passiva diante da vontade dele em tudo, sacrificando sua consciência, dignidade e mesmo personalidade, perde a oportunidade de exercer aquela poderosa influência que deveria possuir para o bem, a fim de elevar o marido. Ela podia abrandar-lhe a natureza áspera, e sua santificadora influência poderia ser usada de modo a purificar e polir, levando-o a esforçar-se zelosamente por governar as próprias paixões, e ser mais espiritual, para que sejam juntamente participantes da divina natureza, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. Grande pode ser o poder da influência no conduzir a mente a assuntos elevados e nobres, acima das baixas condescendências sensuais naturalmente buscadas pelo coração não renovado pela graça. Caso a esposa ache que, a fim de agradar ao marido, deve descer à norma por ele mantida, quando a paixão sensual é a principal base de seu amor e lhe rege as ações, ela desagrada a Deus; pois deixa de exercer uma santificadora influência sobre o marido. Se ela acha dever submeter-se a suas paixões sensuais sem uma palavra de admoestação, não compreende seu dever para com ele e para com o seu Deus. CI 140.1

Nosso corpo foi comprado — As mais baixas paixões têm sua sede no corpo e por seu intermédio operam. As palavras “carne” ou “carnal” ou ainda “concupiscência da carne” envolvem a natureza inferior, corrupta; a carne por si mesma não pode agir contrariamente à vontade de Deus. É-nos ordenado crucificar a carne com suas afeições e concupiscências. Como o faremos? Devemos infligir sofrimento ao corpo? Não; mas dar morte à tentação do pecado. Os pensamentos corruptos devem ser expulsos. Todo o pensamento deve ser levado cativo a Jesus Cristo. Toda propensão animal deve ser sujeita às faculdades mais altas da alma. O amor de Deus deve reinar supremo; Cristo deve ocupar um trono não dividido. Nosso corpo deve ser considerado como havendo sido comprado. Os membros do corpo devem tornar-se instrumentos de justiça. — O Lar Adventista, 121-128. CI 140.2

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SER SANTO - O QUE É?

   *Chamado à santidade*

   Cristo queria elevar e refinar a mente humana, purificando-a de toda escória, para que o ser humano pudesse apreciar o amor sem igual.

   Mediante o arrependimento, fé e as boas obras, ele pode aperfeiçoar um caráter justo e reivindicar pelos méritos de Cristo os privilégios dos filhos de Deus. Os princípios da verdade divina, recebidos e acolhidos no coração, irão nos levar a uma altura de excelência moral que não imaginamos ser possível alcançar. […] “E a si mesmo se purifica todo o que tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1Jo 3:2,3).

   A santidade de coração e pureza de vida, esses são os grandes objetivos dos ensinos de Cristo. Em Seu sermão do monte, depois de especificar o que precisa ser feito a fim de ser bem-aventurado, e o que é preciso não fazer, diz: “Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu” (Mt 5:48). A perfeição, a santidade – nada menos que isso lhes daria êxito no sustentar os princípios que lhes dera. Sem essa santidade, o coração humano é egoísta, pecaminoso e depravado. A santidade levará seu possuidor a dar frutos, e ser rico em toda boa obra. Ele nunca se cansará de fazer o bem; tão pouco terá em vista a promoção neste mundo; visará a ser promovido pela Majestade do Céu quando Ele exaltar a Seu trono Seus santificados e santos. […] A santidade de coração produzirá ações corretas.

   Como Deus é puro em Sua esfera, assim o ser humano deve ser na sua. E será puro se Cristo, a esperança da glória, habitar no interior; pois ele imitará a vida de Cristo e refletirá Seu caráter.

   A magnífica dignidade do caráter cristão brilhará como o Sol e os raios de luz da face de Cristo se refletirão nos que se têm purificado a si mesmos como Ele é puro.

   A pureza de coração levará à pureza da vida (O Cuidado de Deus, 2 de janeiro).

   Nosso coração é mau e não conseguimos mudá-lo. […] A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância, mas nesse caso não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder que atue no interior, uma vida nova vinda de cima, para que o ser humano passe do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes aptidões espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.

   Ninguém recebe santidade como direito de nascimento ou como dádiva de algum outro ser humano. Santidade é dom de Deus por meio de Cristo. Os que recebem o Salvador se tornam filhos de Deus. São Seus filhos espirituais, nascidos de novo, renovados em verdadeira justiça e santidade (ver Ef 4:24, ARC). Sua mente é mudada. Contemplam as realidades eternas com visão mais clara. São adotados na família de Deus e moldados à Sua imagem, transformados pelo Seu Espírito de glória em glória. De pessoas que dedicavam supremo amor ao próprio eu, tornam-se pessoas que dedicam supremo amor a Deus e a Cristo. […] Aceitar Cristo como Salvador pessoal e seguir Seu exemplo de abnegação – esse é o segredo da santidade (Maravilhosa Graça, 22 de abril).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - 3° TRIMESTRE 2026 - 1 E 2 CORÍNTIOS - LIÇÃO 10. - Quarta, 2 de setembro.

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O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO.


     *Nosso Deus triúno*

   O Pai não pode ser definido por coisas da Terra. O Pai é toda a plenitude da Divindade corporalmente, e Ele é invisível aos olhos mortais.

   O Filho é toda a plenitude da Divindade manifestada. A Palavra de Deus declara que Ele é “a expressão exata do seu Ser” (Hb 1:3). “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Aí se manifesta a personalidade do Pai.

   O Consolador que Cristo prometeu enviar depois de ascender ao Céu é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da graça divina a todos que recebem e creem em Cristo como Salvador pessoal. Há três pessoas vivas pertencentes à Trindade celestial; em nome destes três grandes poderes – o Pai, o Filho e o Espírito Santo –, aqueles que recebem a Cristo por fé viva são batizados, e esses poderes cooperarão com os súditos obedientes do Céu em seus esforços para viver a nova vida em Cristo.

   Cristo é o Filho de Deus, preexistente, existente por Si mesmo. […] Ao falar de Sua preexistência, Cristo conduz a mente ao longo de séculos incontáveis. Jesus nos garante que nunca houve tempo em que Ele não estivesse em íntima comunhão com o eterno Deus. Aquele cuja voz os judeus estavam então ouvindo havia estado com Deus como Alguém que vivera sempre com Ele. […]

   Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11:25). Em Cristo, há vida original, não emprestada, não derivada. “Quem tem o Filho tem a vida” (1Jo 5:12). A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para aquele que crê. […]

   O Espírito Santo é uma pessoa, pois dá testemunho com o nosso espírito de que somos filhos de Deus. Uma vez dado esse testemunho, ele traz consigo sua própria evidência. Nessas ocasiões, acreditamos e estamos certos de que somos filhos de Deus. […]

   O Espírito Santo tem personalidade, do contrário não poderia testificar ao nosso espírito e com nosso espírito que somos filhos de Deus. Deve ser também uma Pessoa divina, do contrário não desvendaria os segredos ocultos na mente de Deus. “Quem conhece as coisas do ser humano, a não ser o próprio espírito humano, que nele está? Assim, ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus” (1Co 2:11). […]

   Devemos cooperar com os três poderes mais altos no Céu – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e esses poderes atuarão por nosso intermédio, fazendo-nos cooperadores de Deus (Evangelismo, p. 425-427).

COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - 3° TRIMESTRE 2026 - 1 E 2 CORÍNTIOS - LIÇÃO 13. - Quinta, 24 de setembro*

É pela comunicação da graça de Cristo que se discerne o pecado em sua natureza odiosa.

  COMENTÁRIOS DE ELLEN G. WHITE - 3° TRIMESTRE 2026 - 1 E 2 CORÍNTIOS -LIÇÃO 13. - 19 A 25 SETEMBRO*

   " Sem a graça de Cristo, o pecador se acha em estado desesperador; nada pode ser feito em seu favor; mas, pela graça divina, é comunicado ao ser humano poder sobrenatural, que atua em sua mente, em seu coração e em caráter. É pela comunicação da graça de Cristo que se discerne o pecado em sua natureza odiosa, sendo afinal expulso do templo da alma. É pela graça que somos postos em comunhão com Cristo, para com Ele sermos associados na obra da salvação (Fé e Obras, p. 72).

   Em todos os tempos e lugares, em todas as dores e aflições, quando tudo parece sombrio, e o futuro, cheio de perplexidade, e nos sentimos desamparados e sozinhos, o Consolador será enviado em resposta à oração da fé. As circunstâncias podem nos separar de todos os amigos terrestres. Porém nada – nem mesmo a distância – pode nos separar do Consolador celestial. Onde quer que estejamos, aonde quer que formos, Ele está sempre à nossa direita, para apoiar, sustentar, erguer e animar (O Desejado de Todas as Nações, p. 538, 539).

   Quando o Espírito Santo controlar a mente de nossos membros da igreja, o resultado será, na igreja, na linguagem, no ministério, na espiritualidade, mais alta norma do que agora existe. Os membros da igreja serão refrigerados pela água da vida, e os obreiros, trabalhando sob as ordens de um único Líder, o próprio Cristo, revelarão Seu Mestre no espírito, nas palavras e nos atos e se animarão mutuamente para avançar no glorioso trabalho de finalização em que nos empenhamos. Haverá substancial aumento de unidade e amor que testificarão para o mundo que Deus enviou Seu Filho para morrer pela redenção dos pecadores. A verdade divina será exaltada; e ao brilhar como uma lâmpada acesa, nós a compreenderemos com maior, muito maior clareza (Testemunhos Para a Igreja, v. 8, p. 175).

   Enganos fatais pairam sobre as pessoas. Elas têm uma confiança firme. Julgam ser cristãs simplesmente porque assentem com a verdade; e tão completamente este engano envolve e fecha o coração, que as setas do Senhor não encontram acesso a ele, e as profundas, esclarecedoras verdades, que claramente retratam esse exato engano, são ouvidas sem efeito, sem nenhuma reflexão de sua aplicação para si mesmos. Busque a preparação de coração junto ao trono da graça, para que, quando sentir sua incompetência, possa ter clara visão do poder e dignidade de Cristo e possa se apegar às promessas pela fé e ter uma viva ligação com Deus. […]

   “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16). Ah, que amor! Que amor extraordinário! Contudo, quão poucos o apreciam! Quão poucos são participantes da natureza divina! Tendo empreendido a maravilhosa obra da redenção, Ele resolveu que não renunciaria ao plano, mas nada pouparia nem reteria – por mais custoso ou precioso – que fosse essencial à consumação de Seu propósito de conceder ao ser humano dom após dom, até que Ele lhe houvesse aberto todos os tesouros celestiais (Olhando Para ao Alto, 13 de dezembro).

   Leia: Para Conhecê-Lo, 6 de junho (“Está você crescendo?”).

   Vidas que Falam, 12 de dezembro (“Voz de alegria”)

NÃO HAVERÁ MAIS MÁRTIRES APÓS O FECHAMENTO DA PORTA DA GRAÇA.


*Não haverá mártires após o término da graça,*

Ele Me invocará, e Eu lhe responderei; na sua angústia Eu estarei com ele, livrá-lo-ei e o glorificarei. Salmos 91:15.

"O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer. ... Ma 280.4

Aos olhos humanos parecerá, todavia, que o povo de Deus logo deverá selar seu testemunho com seu sangue, assim como fizeram os mártires antes deles. Eles mesmos começam a recear que o Senhor os abandonou para sucumbirem às mãos de seus inimigos. É um tempo de terrível agonia. Dia e noite clamam a Deus rogando livramento. ... Ma 281.1

Os olhos de Deus, vendo através dos séculos, fixaram-se na crise que Seu povo deve enfrentar quando os poderes terrestres contra ele se dispuserem. Como o exilado cativo, estarão receosos da morte pela fome, ou pela violência. Mas o Santo, que diante de Israel dividiu o Mar Vermelho, manifestará Seu grande poder, libertando-o do cativeiro. “Eles serão Meus, diz o Senhor dos exércitos, naquele dia que farei serão para Mim particular tesouro; poupá-los-ei como um homem poupa a seu filho, que o serve.” Malaquias 3:17. *Se o sangue das fiéis testemunhas de Cristo fosse derramado nessa ocasião, não seria como o sangue dos mártires, qual semente lançada a fim de produzir uma colheita para Deus. Sua fidelidade não seria testemunho para convencer outros da verdade; pois que o coração endurecido rebateu as ondas de misericórdia até não mais voltarem.* Se os justos fossem agora abandonados para caírem como presa de seus inimigos, seria um triunfo para o príncipe das trevas. Diz o salmista: “No dia da adversidade me esconderá no Seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá.” Salmos 27:5. Cristo falou: “Vai, pois, povo Meu, entra nos teus quartos, e fecha as tuas portas sobre ti; esconde-te só por um momento, até que passe a ira. Porque eis que o Senhor sairá do Seu lugar, para castigar os moradores da Terra, por causa da sua iniqüidade.” Isaías 26:20, 21. Glorioso será o livramento dos que pacientemente esperaram pela Sua vinda, e cujos nomes estão escritos no livro da vida. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 629, 630, 634. Ma 281.2

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