sábado, 5 de setembro de 2026

CHAMADO À SANTIDADE


     *Chamado à santidade*

   Cristo queria elevar e refinar a mente humana, purificando-a de toda escória, para que o ser humano pudesse apreciar o amor sem igual.

   Mediante o arrependimento, fé e as boas obras, ele pode aperfeiçoar um caráter justo e reivindicar pelos méritos de Cristo os privilégios dos filhos de Deus. Os princípios da verdade divina, recebidos e acolhidos no coração, irão nos levar a uma altura de excelência moral que não imaginamos ser possível alcançar. […] “E a si mesmo se purifica todo o que tem esta esperança, assim como Ele é puro” (1Jo 3:2,3).


   A santidade de coração e pureza de vida, esses são os grandes objetivos dos ensinos de Cristo. Em Seu sermão do monte, depois de especificar o que precisa ser feito a fim de ser bem-aventurado, e o que é preciso não fazer, diz: “Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no Céu” (Mt 5:48). A perfeição, a santidade – nada menos que isso lhes daria êxito no sustentar os princípios que lhes dera. Sem essa santidade, o coração humano é egoísta, pecaminoso e depravado. A santidade levará seu possuidor a dar frutos, e ser rico em toda boa obra. Ele nunca se cansará de fazer o bem; tão pouco terá em vista a promoção neste mundo; visará a ser promovido pela Majestade do Céu quando Ele exaltar a Seu trono Seus santificados e santos. […] A santidade de coração produzirá ações corretas.


   Como Deus é puro em Sua esfera, assim o ser humano deve ser na sua. E será puro se Cristo, a esperança da glória, habitar no interior; pois ele imitará a vida de Cristo e refletirá Seu caráter.


   A magnífica dignidade do caráter cristão brilhará como o Sol e os raios de luz da face de Cristo se refletirão nos que se têm purificado a si mesmos como Ele é puro.


   A pureza de coração levará à pureza da vida (O Cuidado de Deus, 2 de janeiro).


   Nosso coração é mau e não conseguimos mudá-lo. […] A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todas essas coisas têm sua importância, mas nesse caso não têm poder para mudar a situação. Podem até produzir um comportamento aparentemente correto, mas não transformar o coração nem purificar as fontes da vida. É preciso que haja um poder que atue no interior, uma vida nova vinda de cima, para que o ser humano passe do estado pecaminoso para a santidade. Esse poder é Cristo. Somente Sua graça poderá vitalizar as inertes aptidões espirituais e atrair a pessoa para Deus, para a santidade.


   Ninguém recebe santidade como direito de nascimento ou como dádiva de algum outro ser humano. Santidade é dom de Deus por meio de Cristo. Os que recebem o Salvador se tornam filhos de Deus. São Seus filhos espirituais, nascidos de novo, renovados em verdadeira justiça e santidade (ver Ef 4:24, ARC). Sua mente é mudada. Contemplam as realidades eternas com visão mais clara. São adotados na família de Deus e moldados à Sua imagem, transformados pelo Seu Espírito de glória em glória. De pessoas que dedicavam supremo amor ao próprio eu, tornam-se pessoas que dedicam supremo amor a Deus e a Cristo. […] Aceitar Cristo como Salvador pessoal e seguir Seu exemplo de abnegação – esse é o segredo da santidade (Maravilhosa Graça, 22 de abril)

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